Projeto Transição Agroecológica implanta novos Sistemas Agroflorestais em assentamentos de São Miguel do Gostoso (RN)

Ação reuniu famílias agricultoras do Rio Grande do Norte e de Pernambuco em mutirões baseados na metodologia Camponês a Camponês

Entre os dias 14 e 17 de julho de 2026, o Projeto Transição Agroecológica realizou a implantação de dois novos Sistemas Agroflorestais Agroecológicos Camponeses (SAA-Camponês/SAFs) no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte e integra as ações com foco na formação de assentadas e assentados em sistemas agroflorestais, na Agroecologia e na metodologia Camponês a Camponês, promovendo a construção coletiva do conhecimento, o fortalecimento da agricultura familiar e a busca pela soberania alimentar dos territórios.

A primeira implantação, nos dias 14 e 15 de julho de 2026, ocorreu na unidade produtiva de Dona Maria do Socorro, no Assentamento Paraíso. Na sequência, nos dias 16 e 17 de julho de 2026, a atividade foi realizada na unidade produtiva de Dona Dadá, no Assentamento Arizona. Em ambas as áreas, o trabalho foi organizado em forma de mutirão e orientado pela metodologia Camponês a Camponês, estando os próprios agricultores no processo de troca e construção de conhecimentos.

Participaram das atividades os agricultores Seu Fernando, Dinha, Luana e Seu Carlos, do Assentamento Che Guevara, em Moreno (PE), e Seu Fábio, do Assentamento Luiza Ferreira, em São Lourenço da Mata (PE). A equipe contou com a participação dos responsáveis técnicos do projeto.

A presença dos agricultores pernambucanos possibilitou um intercâmbio direto de experiências construídas em outras unidades produtivas. Neste, os participantes compartilharam práticas, estratégias de manejo e conhecimentos desenvolvidos a partir de suas próprias experiências com os sistemas agroflorestais.

Nos dois Assentamentos, em cada um, foram implantadas 100 mudas de diferentes espécies frutíferas, escolhidas de acordo com os interesses da família de Dona Maria do Socorro e de Dona Dadá. Também foram organizados canteiros para o cultivo de abacaxi e áreas destinadas às culturas de hortaliças (coentro, alface, rúcula), associando espécies perenes a cultivos de ciclos mais curtos.

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